quarta-feira, 2 de Dezembro de 2009

Pai Natal, eu este ano portei-me MUITO bem

"Ontem passou-me pela cabeça oferecer-te a Wii, mas depois tu dizias que era um presente para mim e não para ti".

Ontem ouvi isto e pus-me a pensar. De facto, provavelmente pensaria isso, até porque não morro de amores por consolas, videojogos, jogos de computador e afins. Esta é diferente, tá bem. Podemos fazer "exercício" com ela e tem jogos mais familiares, que é dos que eu até gosto. Mas pergunto eu, assim ao de leve, onde é que eu ia arranjar tempo para brincar com a coisa? É que ter só para dizer que tenho não me parece boa filosofia e o tempo livre é coisa que não abunda por aqui (terão os senhores do AXN algo a ver com essa última verdade incontestável?). Por isso, o mais evidente é que pensasse mesmo: "Pois, compraste-a para poderes tu brincar com ela".

Como tal, querido Pai Natal, e porque este ano fui uma menina muito linda, que até já conseguiu arranjar maneira de ter a casa pseudo-arrumada e limpa, que já tem praticamente tudo o que pediu na sua lista de não casamento, à excepção da máquina de lavar loiça que virá da próxima assentada e cujo roupeiro até já está programado, olhado, decidido e mais do que assente, este ano a minha lista de prendas é composta pelos seguintes itens:

Um cinto castanho (só tenho um preto e parece que tenho muita roupa castanha)
Uma viagem à Alemanha (a qualquer cidade, que eu não sou esquisita e as saudades apertam MUITO)
O novo do Brown (ainda tenho a conspiração e a fortaleza digital para ler em inglês, mas esses são demasiado científicos para mim)
Uma viagem a Barcelona (com Portaventura incluída)
Uma mala de viagem grande, boa e leve (que as minhas partem-se sempre nos aviões)
Uma viagem aos Estados Unidos (pode ser São Francisco, Nova Iorque fica para a próxima)
Um router (que tenho mesmo de comprar para ter net nos dois pc's cá em casa)
A boa da máquina de lavar loiça
Um casaco roxo (há um lindo na Natura)
Uns botins castanhos, sem salto e fashion (todos os que vejo ou têm salto ou parecem saídos de um lar para gente com mais de 90 anos)

E pronto, assim de momento não me lembro de mais nada.
Se entretanto me lembrar, depois acrescento, tá?

sexta-feira, 27 de Novembro de 2009

A eficiência dos Srs. do Hospital da Luz...

...Ou como já não posso ouvir: "Beba um litro de água uma hora antes e traga o cartão da Médis e a prescrição".

Uma pessoa vai ao médico. O médico, para verificar uma situação pede umas ecos que até já nem são desusadas e uma pessoa já sabe o que é preciso fazer para tal, ah e também já foi a várias consultas, portanto até já sabe os procedimentos do hospital e afins. Vai então marcar as ecografias, mas ainda não têm agenda para Dezembro, pelo que depois liga. Liga, marca as ditas e ouve: "Beba um litro de água uma hora antes e traga o cartão da Médis e a prescrição". Dois dias depois apercebe-se de que marcou para uma semana em que não poderá fazer as ditas, liga para lá, volta a marcar e o que é que lhe dizem? "Beba um litro de água uma hora antes e traga o cartão da Médis e a prescrição". Na semana das boas das ecos, recebe um telefonema a dizer que nesse dia não há médico para as fazer e marcam-se para o dia útil seguinte. Mais uma vez: "Beba um litro de água uma hora antes e traga o cartão da Médis e a prescrição". Agora, e como as ecos são na segunda, recebi o telefonema da praxe a confirmar que lá mostrar a minha cara e o que é que me dizem, não vá eu esquecer-me? "Beba um litro de água uma hora antes e traga o cartão da Médis e a prescrição".

Enfim, vou já pôr a prescrição dentro da mala, senão ainda me esqueço dela...

quinta-feira, 26 de Novembro de 2009

Pergunta algo pertinente e longe de ser descabida

Será que os senhores do AXN não celebram o Natal?

quinta-feira, 19 de Novembro de 2009

Pois que o frio chegou

É oficial.
O frio chegou à minha casa. Veio assim de mansinho e quase sem dar por ele, mas já tive de ir buscar as botinhas quentes que a T. me deu no ano passado, pois os meus pés fartam-se de estar aqui debaixo da secretária e, como tal, vingam-se ficando enregelados, já tirei o edredão de cima do guarda-vestidos e até já fecho a porta do escritório quando aqui estou sentada, porque sinto frio nas costas... Para o cenário estar completo, só falta começar a usar os lençóis polares e as meias noutro sítio que não nos pés, mas desse frio fujo eu a sete pés...

Apesar de já estar um pouco frio, ainda me fez confusão hoje quando saí à rua ver as janelas dos meus vizinhos com os Pais Natal lá pendurados... Apesar de já ter o assunto "prendas" praticamente resolvido por este ano, porque detesto andar às compras com uma tonelada de pessoas em cima de mim, aqui o Natal só entra no dia 1 de Dezembro quando começa o Advento (o que me lembra que ainda nao comprei um daqueles calendários com chocolatinhos lá dentro).
E, para isso, ainda faltam 11 dias:)

quarta-feira, 18 de Novembro de 2009

E que tal se eu voltasse...

...assim de mansinho, sem dizer nada a ninguém? Será que alguém reparava?

domingo, 10 de Fevereiro de 2008

Teatro

A minha vidinha profundamente desinteressante teve, esta semana, um laivo de animação. É verdade, esta semana senti-me um verdadeiro animal social em que praticamente não parei em casa...

Lá para o fim da semana, troquei as salas de cinema pelas salas de teatro da sempre animada Lisboa e foi um vê se te avias. Aqui ficam as impressões gerais.

Berlim, na Comuna
Às quartas e quintas, os bilhetes são a cinco euros e como, ao contrário de tudo o resto, o dinheiro não estica, lá fui na quinta, que na quarta fui ao cinema.
Berlim é a encenação da peça homónima escrita por Gonçalo Tavares que retrata os encontros, desencontros e pensamentos de um homem e uma mulher que vagueiam sem grande sentido pela capital da Alemanha. Ela, mais do que uma prostituta, é alguém que precisa de sexo, ele, mais do que um cliente, é quem faz dela uma mulher, um ser humano. Sempre acompanhados pelo peso da consciência, que carregam litaralmente aos ombros, cruzam-se com pessoas que lhes despertam determinados tipos de sentimentos, entre eles a revolta por, em Berlim, existirem cada vez menos berlinenses.
Em termos dramáticos e representativos, gostei. Quanto à história em si, nem por isso.
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Peter Pan, no Tivoli
Na sexta foi a estreia em Lisboa deste musical infantil que já esteve no Porto e eu lá estive, no meio de muitos "famosos" da nossa praça.
Com o "Ai os Homens" Jorge Kapinha no papel de Capitão Gancho e uma potente voz feminina no papel do principal dos meninos perdidos, um cenário bem giro e a história que todos conhecemos, Peter Pan promete encantar o público lisboeta dos 8 aos 80.
Confesso que Peter Pan não é das minhas histórias preferidas, não mesmo. Por isso, não a conheço de trás para a frente, mas ajudem-me, por favor, existem índios na história original? E sereias? É que isso me fez uma certa confusão no meio da história que conhecia e de que me lembrava...
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A Estrela, no Politeama
No sábado à tarde lá fui ver mais um musical, desta vez encenado pelo Filipe La Féria e com base numa história de Virgílio Ferreira, de quem, infleizmente, só li A Aparição.
É a história de um menino que sonha em roubar a estrela mais bonita do céu e das consequências que isso tem para todos os habitantes da aldeia. É também uma sátira ao governo que tudo rouba, que encarna a personagem António Governo e rouba os bens dos outros habitantes. Tem como pano de fundo uma aldeia alentejana com todos os seus habitantes e actividades típicas.
Não me encheu as medidas. Não sei se os miúdos gostam. Tem uma canção pouco didáctica que enaltece o roubo. O cenário é pobre. Mas pronto, é para crianças, pode ser que elas gostem...
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quinta-feira, 7 de Fevereiro de 2008

No Vale de Elah

Mais uma vez a convite da RFM, lá estive ontem na ante-estreia de No Vale de Elah, protagonizado pelo nomeado ao Oscar de Melhor Actor Principal Tommy Lee Jones e pela sempre bela, também ela já homenageada com o Oscar, Charlize Theron. Tenho sempre imensa dificuldade em reconhecê-la, porque a imagem que guardo dela é a da personagem que representou em Monster, onde estava gorda e feia. Enfim...

Quanto ao filme em si, gostei. Gostei da história, gostei dos desempenhos, gostei da imagem sombria de uma América que ainda acredita que os seus soldados são heróis de guerra, apesar das muitas atrocidades cometidas no exterior, gostei da tristeza de um pai que, sem chorar, porque os homens não choram e muito menos os sargentos do exército, transmite todo o desgosto e inconformismo relativamente a uma situação que não entende e que pretende esclarecer para que possa, por fim, encontrar um pouco de calma e tranquilidade.

Baseado em acontecimentos reais, No Vale de Elah conta-nos a história de um pai que num dia descobre que o filho que julgava no Iraque voltou e está desaparecido, que dois dias depois descobre que o filho que julgava desaparecido foi brutalmente assassinado, desmembrado e incinerado, e que, alguns dias depois descobre que o filho que foi brutalmente assassinado não era a figura inocente que ele criara mentalmente, descobrindo, ao mesmo tempo, quem o matou. É um drama familiar mas é, ao mesmo tempo, um drama nacional, o drama de um país que manda os seus filhos para a guerra noutros países e que não os reconhece quando eles regressam.

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